Análise
O amor. Ah, o amor! Chega a ser tolo ler todas as ilusões que criam em torno desse incrível sentimento, sempre tão fantasiado e sobrestimado pela mídia, pelas novelas, pelas revistas, até mesmo pelas embalagens de bombom. Não vou negar que essa estranha vontade de ser um só é extremamente agradável e certamente me proporciona momentos únicos, mas muitas vezes, esquecemos que nem tudo pode nos satisfazer sempre. Seja o ciúme que bate repentinamente, seja a temida distância, sempre existe um lago amargo por trás de todo esse mar de rosas vermelhas que os contos de fada depositaram em nossas mentes para fazer-nos acreditar que o amor é algo perfeccionista, sem falhas. Mas essa, meus caros, infelizmente está longe de ser a verdade da vida: aquela verdade que nos faz crescer até mesmo após experiências que a vida faz questão de analisar racionalmente, enquanto você, num turbilhão de sentimentos, se deixa levar pela emoção: a razão do coração. E chega um momento em que você cresce, e percebe que precisa aprender a lidar com essa realidade e não se limitar a viver numa mentira irreal e fantasiada que existe apenas em sua imaginação. Afinal, um dia você terá que deixar pra trás suas idealizações de criança alienada e fazer parte da dura sociedade racional que existe dentro do seu próprio cérebro, e não do seu coração.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
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