terça-feira, 24 de março de 2009

Goodbye, i'm going home.

Por que o ser humano está sempre tentando ser o que não pode? Chega a ser irritante o jeito como as pessoas se escondem por trás de um disfarce confeccionado para agradar aos outros. Embora se sintam desconfortáveis e ocas por dentro, elas continuam a manter a mesma identidade falsa. Mas um dia essa máscara vai ter que cair e mostrar que as verdadeiras amizades não são construídas através de um mero disfarce, e sim com uma relação de mútua compreensão e, acima de tudo, SINCERIDADE.

Mariana.
March 24th, 2009.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rotina.
Como os dias de repouso passaram ligeiros por mim. não me lembrava da significativa e doce rotina. Mas como pude me esquecer de todos os alvoreceres que se apresentavam lá fora enquanto eu banhava-me sob a luz incandescente do banheiro de casa? Não sei, mas esqueci. Esqueci das manhãs frias que me observavam caminhar por suas ruas em direção à escola. Corpo agasalhado, música nos ouvidos e mochila nas costas. Desfilando celestialmente pela cidade até encontrar seu destino. Apesar de tudo, foram vazios os dias em que me encontrei fora de tudo isto. De alguma forma, a rotina me completava.

Mariana.
In January 28th, 2009.

Infelizmente, os posts estão ficando cada vez menores. Acho que está me faltando um pouco (muito) mais de inspiração para fazê-los. -

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Preguiça.
Desleixadamente o corpo repousava sobre a maciez do leito, revestido da cabeça aos pés com a calorosa manta. O crânio escondido dentro do apoio brando do travesseiro, os olhos cerrados. Vez por outra abriam para espionar o que se passava ao seu redor, mas vencidos pelo cansaço, uniam-se novamente. Os lábios entreabertos sopravam levemente o ar que antes fora recebido e agora, necessitava escapar dos pulmões daquele ser que dormia sem a intenção de acordar tão cedo.

Mariana.
In January 26th, 2009.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ordem.
Como é satisfatório sentir novamente o ar puro invadir-lhe as narinas! Depois de tanto tempo inspirando e expirando aquele velho ar guardado na desordem do ambiente impenetrável, esta era uma das sensações mais compensatórias que lhe seriam dadas.
Após a grande limpeza, a pequena habitação encontrava-se irreconhecível. A camada de pó que jazia sobre os móveis fora expulsa e em seu posto inúmeros bibelôs pousavam inanimados.
Na cama, estavam assentadas algumas pelúcias e dois livros, apenas. A imagem nos espelhos estava tão nítida que de longe era possível perceber pequenas imperfeições em sua própria face. O novo lugar era do tipo que transbordava limpeza e a sensção de estar ali, uma das mais agradáveis.

Mariana.
In January 24th, 2009.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Doce Melodia.
O "prefácio" instrumental soava pela audição informando sobre as vozes que chegariam para apresentar-se à seguir. Os altos e baixos da composição sonora tocavam fundo no sentir ouvinte. Então, as palavras surgiram. Pipocando pelos ouvidos, causando um turbilhão de emoções por onde passavam. Eram milhares de pavilhões auriculares dançando com a melodia que lhes cobria e enfeitiçava por inteiro. Todos gritando euforicamente, do jeito que podiam. Queriam aproximar-se, e se juntar aos milhares que sentiam as vibrações bem de perto, mas era impossível ultrapassar a multidão que se erguia como uma muralha, impedindo-os de seguir adiante. De qualquer forma, estavam mergulhados na felicidade, nada estragaria aquele grande dia. Muitas lágrimas salgadas de alegria rolavam dos olhos brilhantes e escorriam pelas faces molhadas de suor das pessoas que realizavam o seu grande sonho naquele espaço, cheio de gente desconhecida a cantar em uníssono a mesma canção.

"This is confusion, am I confusing you?"
Oasis.

Esse post não saiu bem do jeito que eu queria. Hoje eu estava meio que sem muita inspiração. Pelo menos, eu tentei e deu no que deu.

Mariana.
In January 23rd, 2009.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Pureza.
O agradável sabor do tempo frio percorria minhas veias pela brisa que soprava através do caloroso paletó que cobria meu corpo. O líquido incolor descia vagarosamente do firmamento e vez por outra espatifava-se em minha janela, derramando seu conteúdo por minha pele alva e sem calor. O ar lavado entrava e saía passando sem pressa por meus pulmões, e meu tórax mexia-se ritmadamente para cima e para baixo. Era tudo tão ingênuo. As gotas escorríam pelas folhagens verdes banhando a superfície clorofilina da vegetação. O único ruído que podia ser ouvido era o da chuva, pingando, pingando e pingando sempre. Abri e fechei os olhos para verificar se estava sonhando. Não estava.

Mariana
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In January 22nd, 2009.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Adrenalina.
Os vagões da montanha-russa escalavam vagarosamente a grande ladeira. Um arrepio serpenteava pela cavidade abdominal dos passageiros daquela pequena excursão que chegava direto na aventura. Os
carros aproximavam-se cada vez mais do grande precipício do qual todas aquelas pessoas iriam desabar numa velocidade freneticamente incrível. As respirações estavam aceleradas quando o primeiro vagão chegou finalmente ao ápice da ladeira e lentamente foi caminhando, trilhando para baixo. Era possível ver todas as imediações do parque do lugar onde estavam. Mas de repente, tudo correu. As formas não estavam nítidas nos olhos, eram apenas grandes borrões de tinta. Das cordas vocais voaram berros de medo e adrenalina. A cada curva, os corpos eram levados para todas as direções. Giraram por toda a extensão da grande montanha de madeira, passaram por túneis subterrâneos e chegaram novamente ao lugar onde embarcaram. Foram menos de 5 minutos experimentando aquela nova sensação, mas ficariam guardados eternamente.

Mariana.

In January 21st, 2009.
Inspirado numa volta na montanha-russa do Hopi Hari.