Já se passaram cinco anos desde que me vejo presa nessa rotina perturbadora. Cinco anos nessa condição de ignorada pela vida, pelos momentos, pelas pessoas. Convivendo diariamente com as mesmas situações, os mesmos sentimentos, as mesmas dores. Depositando rancores e palavras que não puderam ser ditas num grande recipiente acolhedor e maternal chamado alma. Foram tão poucas as
E a indignação, sempre fervendo o sangue, pois o sentimento de incapacidade sempre esteve presente e nada pude fazer contra isso. Muitas vezes, tenho plena noção, houveram inocentes crucificados, sofrendo por maus momentos da mente. E é claro que devo mencionar os estados de espírito. Ah, sentimentos! Costumo pensar que eles fazem parte de uma escala, uns bons, outros ruins, mas sempre únicos. Carregados de significados, lamentos e discórdias que acabam por levar o ser humano à decadência.
Faz um bom tempo que existe essa omissão, talvez mais até que estes cinco anos. É só ligar os fatos, analisar as sensações não recíprocas e conhecer as palavras pegas ao vento. Talvez, não seja tão complexo entender a cabeça das pessoas. É precisa apenas uma convivência, aproximação das desgraças sofridas. Aquele que enxerga somente o aprazível jamais será capaz de compreender a verdadeira essência da vida.
Faz um bom tempo que existe essa omissão, talvez mais até que estes cinco anos. É só ligar os fatos, analisar as sensações não recíprocas e conhecer as palavras pegas ao vento. Talvez, não seja tão complexo entender a cabeça das pessoas. É precisa apenas uma convivência, aproximação das desgraças sofridas. Aquele que enxerga somente o aprazível jamais será capaz de compreender a verdadeira essência da vida.
