Conclusões
Passei toda a minha vida, ou grande parte dela, sendo estereotipada como "a garota que tira boas notas", "a certinha" ou até mesmo "a antissocial". Foram longos os tempos que passei nesse ritmo repleto de privação e julgamentos e eu... bom, eu simplesmente vim levando as coisas... ou arrastando-as, como quiser. Sempre fui julgada por meus méritos, trancafiada numa redoma de vidro, sempre cheia de limites e preocupações com as opiniões alheias, escrava dos conceitos. E agora, passados longos 14 anos da minha tão resumível vida, começo a provar os primeiros goles da liberdade. Não apenas a liberdade para "fazer o que as outras pessoas fazem". Não falo só disso! Eu falo também da liberdade de espírito, da liberdade de expressão, da liberdade de opinião, da liberdade de pensamento, da liberdade estética e até mesmo da liberdade sentimental. Aprendi a falar mais ao invés de escutar sempre, a não sorrir sem vontade. Cultivei amizades, fui rude e arrogante quando preciso e provavelmente chamada de chata ou conservadora por ser séria demais, mas não me arrependo. Sei que momentaneamente qualquer ato teve uma justificativa, certa ou errada, isto depende muito do ver de cada um. Aliás, se me perguntassem, também diria que não me arrependo de ter esperado tanto pra mudar. As coisas têm sua hora certa. Viver prematuramente é errado, é lamentador! Mais que uma porta aberta pra erros irreparáveis. E hoje eu digo, que mesmo com os altos e baixos, as decepções do dia-a-dia, ou os novos sentimentos surgindo e não sendo correspondidos, eu admiro o jeito que eu cheguei até a minha aparente felicidade repentina. Obrigada, passado, pelos maus momentos que proporcionaram um presente sábio. Obrigada, presente, pelas alegrias e surpresas constantes. E obrigada, futuro, pelo que você tem a me reservar. Ou será que eu deveria dizer... obrigada, destino?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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Olá Mariana,amei o seu texto! bom.. acho que eu me vi nele também..como a menina "certinha" que sempre tirou boas notas,etc,etc..que sempre procurou a liberdade mas nunca a encontrava,pois não era o momento propicio,mas agente não entendia..agora entendemos que cada coisa tem a sua hora certa, como amadurecer e finalmente sentir a liberdade.
ResponderExcluirÓtimo texto!
meu blog é este: http://www.quandochegarosmeus18anos.blogspot.com/