terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Repulsa
Não quero um destino trágico, como Romeu e Julieta, que morreram de amor, literalmente. Não quero ser escrava desse vício que é amar, mas a verdade é que eu já não sinto mais fome. Durante 5 dias tudo que eu pude fazer embaixo do chuveiro foi chorar em silêncio pra ninguém perceber. Já fui taxada de egoísta e ranzinza por reclamar da vida, mas quem vê meu comportamento não é sequer capaz de imaginar o turbilhão de sentimentos que passam aqui por dentro. Talvez o meu grande mal tenha sido criar expectativa em excesso para o que parecia perfeito demais pra ser verdade, mas, confesso: foi uma grande e triste surpresa saber claramente que o que eu sentia não era correspondido na mesma intensidade. Pelo menos, foi isso o que eu, extremamente sentimental e ciumenta, pude interpretar de toda essa mudança de comportamento e perceptível falta de atenção.
É, meu castelo de cartas está desmoronando e agora só sobrou a vontade de libertar toda essa dor e desatar de uma vez por todas o nó que está preso na minha garganta desde que eu percebi a tamanha ilusão que virou minha vida. E logo agora, que eu tinha tantos planos pra melhorar minha vida social, a convivência com as pessoas, algo que sempre foi tão difícil pra mim. Não consigo disfarçar. Me sinto uma pessoa mais patética e sem graça a cada dia que passa. Parece que a minha realidade virou de cabeça pra baixo e tudo que eu tanto idelizei está sempre mais distante do que eu posso alcançar. Se eu não fosse tão orgulhosa e, acima de tudo, tão COVARDE, eu mostraria a verdade, esse buraco negro onde está meu coração, sugando toda a minha força, a minha sensibilidade e até mesmo meu apetite. Mas o único modo que eu consigo me expressar é escondida atrás de uma tela de computador. Tipicamente covarde.
Eu espero que o tempo possa curar toda essa ferida que corrói por dentro e que eu seja capaz de, pelo menos uma única vez, resolver minha vida sentimental expondo minhas emoções, e não sendo essa pedra insensível por trás da qual eu escondo todo meu desequilíbrio.
Eu preciso de ajuda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário